domingo, 8 de janeiro de 2012
Das transformações vulpinas
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Senun Cossenun
A maçã de alguém
domingo, 16 de outubro de 2011
Diabulus y el Tiempo de las lecturas
sábado, 24 de setembro de 2011
Papiro e Ampulheta
domingo, 11 de setembro de 2011
Basia me

Como condensar experiências em palavras? Vez ou outra me pergunto sobre os que procurei, aqueles que recusei, os que vieram e cá ficaram cristalizados na memória, ou mesmo os que me foram roubados. Vez ou outra me pergunto sobre aqueles que viajei justamente para não encontrar, pois de tão idealizados chegavam a quase tocar a eternidade. Vez ou outra bate aquela vontade de voltar para um único dia transitório e geográfico, eis que lhe extrãno mais que tudo. O tempo passa e parece que mil fragmentos de mim vão se desprendendo pouco a pouco em memórias, em histórias a serem contadas ou ao menos traduzidas nessas linhas que desafogam e conectam. Os lábios perpassam tantas dessas idéias e pulsões e silêncios que pacto e proximidade os tornam unos e o que subexiste são intensidades...
Pois vez ou outra me encontro aqui, os olhos fechados aos que me entrego em-não-prever e fazer das tuas surpresas o meu bálsamo.
domingo, 7 de agosto de 2011
A leitura poética

Na metade do dia
Em um círculo na beira da praia
Sóbrio.
O suor escorre por meus braços
Uma gota de suor na areia
Eu a pressiono com um dedo.
Moedas vermelhas, dinheiro de sangue
Ô mô pai devem pensar que amo muito tudo isso
Mas é só para o pão e a cervejinha e o aluguel
Dinheiro de sangue
Tenso malditos piolhos sinto-me mal.
Mendigos ato-falho, falhando
Uma mulher se levanta,
Atravessa porta-afora
Bate a porta.
Um poema imundo
Já me disseram para não ler poemas assim
Aqui.
Muito tarde.
Algumas linhas se embaçam aos olhos,
Eu leio
Tiritando
Malditos piolhos.
Ninguém escuta minha voz
E digo
É isso, desisto,
Está tudo acabado.
E mais tarde no quarto
Com Scotch e cerveja:
O sangue de um covarde.
Deve ser esse então
O meu destino:
Escrafunchar os centavos dos pequenos corredores escuros
Em que releio poemas de que há muito me cansei.
E costumava eu pensar
Que os homens que dirigiam ônibus
Ou limpavam latrinas
Ou eram assassinados em becos
É que seriam idiotas.