domingo, 26 de junho de 2011

Box











I'm not much of a poet,
I'd say
If I let you escape.

I'm not much of a poet
If u who are my dearest reader
Will not get a chance
To contemplate my inner self,
This true recollage of fragments
I try to alter, I try to fix
But there ain't no fixing
In the middle of the night
Without creation.

I'm not much of a poet
If I only want some hugs
Or a couple old words
to exchange without
Your loving smile,
The sweetest I could
Ever dream about.

I'm not much of a human,
If I cannot change,
And I might be able
To still seize a chance.

I'm not much of a man
If I travel the world
South and around
Just to find you
And keep on hiding
everything behind
These blue pale eyes
of yours, and mine.

I'm not much of a friend
If I consciously try
To erase all the good memories
You had of me, and I do that
Again and again and again,
And I don't put a stop
To this acting like
My own lonely God.

I'm not much of a writer
If I don't share my experiences
With those I am passionate about.
I don't feel myself fit for the reading
Of actions or pretensions of any kind.

If I want your hearing,
It's just for the sake
Of voicing your soul
And reminding you
How much I care
About us
and all the moments
You have spent
Thinking of me.

My story only exists
within your memories,
After all and the sands.
And I really want them
To shine like the crazy diamonds
They are all meant to be.

For you who are
The dearest listener
Of my silences and choices,
And who still believes I can pull
A trick or two
Out of Pandora's .

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sparkling eyes




















Consciente, inconsciente,
A tempestade que se anuncia
Cerebral, visceral.
As partículas, sólido-luz
Onda arrebatadora que seduz.
A alma em bordas lunares,
Os frascos de sol e trigo,
A sacerdotisa do dia
A se partir em meios
Fragmentos, meridianos,
Lunetas, caleidoscópios.

Esse olhar desfoque,
Que te vê e te induz.
Esse descompasso
Entre viver e não saber,
Surpreender, perceber..
As cores da Lua
Que a gente veste
De súbitos e vermelhos
E eclipses em constantes.

O apagar de estar ao teu lado
E não verbalizar, por assim
Me encontrar, tão distante.
As faíscas traunsentes
A magnetizarem-se em ti,
Elétrica proximidade.

Insensata essa liberdade
De te falar em silêncios...
A urgência dessas palavras
Que não surgem dos lábios.
A imanência destas outras,
Cravadas em versos inquietos.
As tuas leituras a relampejar
O que teus olhos já sabem:

Em devaneio e desejar,
Ecos de não escolher
E talvez te despertar...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Versos teus

"Versos meus, os lábios
A recitarem-se de leve nos teus,
Os pátios de Deleite;
Seus olhos atemporais
Em palcos perpétuos,
Sonho e Devaneio."

Vez ou outra procuramos
Nos signos e estrelas,
Na palma das mãos,
Formas de nāo verbalizar,
De um dizer não dizer
Mais que sonoro,
Transcedental.


Pois existem palavras
Que a gente
Simplesmente não diz;
A gente apenas cala
Na boca que se gosta.

domingo, 15 de maio de 2011

Rume logo esses dados - Charles Bukowski

Se você vai tentar,
Se jogue mermão,
Ou nem comece.

Se vai tentar,
Jogue duro até o fim,
Nem que perca a namorada,
esposa, os trabalhos, parentes,
talvez até a própria cabeça.

Vá até o fim.
Seja sem comer por 3 ou 4 dias,
Congelando no banco da praça.
Seja na prisão,
Aprisionado em escárnio,
zombaria, solidão,
Isolamento.

A clausura é o néctar.
Todo o resto é ensaio
De irreticência,
Do quanto você realmente
Quer fazê-lo.
E assim o fará,
A despeito de retaliações ou rejeição,
E será melhor
Do que qualquer coisa
Que algum dia você possa imaginar.

Se for pra tentar,
Vá até o fim.
Não há nenhuma sensação
como esta.
Você estará sozinho com os Deuses
E as noites condensarão em fogo.

Vá, faça, não pare,
Faça.

Até o fim,
Até o fim.

Você cavalgará a vida
em seu mais perfeito riso,
a única boa luta
num caminho nunca findo.

_________________

Créditos a Vanessa por trecho e sugestões. ^^

domingo, 17 de abril de 2011

A você mesmo

"Faz um tempo, eu sei
Que decidi escrever e guardar
Todas essas sensações...
Só para teus olhos curiosos."

Quando acaso e encontrar se tornam paraíso.
Quando o teu sorriso me desarma.
Quando só pensar em você...
Torna em silêncio o meu mundo.

"Eu nem sei bem
Como fui te conhecer,
Assim, por aí
E sem qualquer intenção."

Quando você que é sonho,
Sonho lépido e errante,
De repente passa a existir
No meu mundo.

"Eu nem sei bem
Como viestes a te tornar
Parte das minhas palavras
E versos e devaneios."

Quando esse pulsar
De instante e horizonte
Se concentra em fração aleatória
De Desejo-inexplicável,
Desejo perdida por entre sóis e nuvens.

"Faz um tempo, eu sei
Que decidi calar por aqui
Todas essas imagens tão súbitas,
Só para entender onde estou."

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Pois a chuva continua a cair lá fora, intermitente. E certas coisas são apenas inexoráveis, ou levam mais tempo do que se pode prever. Outras, ainda, se encontram naquele processo de composição frágil que qualquer ventania pode ruir ou levar embora por essas faunas citadinas. E eu realmente não me preocupo com isso, apenas queria dar voz a esses teus reflexos tão meus...

Porque por mais que futuros se projetem, o Agora sempre vai ter esse quê de completude e absoluto que a gente vislumbra em nossos quase-que-perpétuos processos de autocomposição, expectativa e desapego.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Astray, Phoenix.

"Sweet"

Surpreende,
Mesmo em silêncio,
Em perspectivas, eternidade.

"Spooky town"

Os passos correm por entre árvores de pedra,
A tinta a jorrar febril dos ramos crônicos,
Fractalmente esculpidos por Cronos.

"Snow is crackling cold"

Os flocos fatalmente a definir
A geometria das tuas idéias,
O bailar de possibilidades.

"With the moon I run
Far from the Carnage of the firey Sun"

O navegar por entre ares e palavras,
Earëndil, marinheiro de inexatas ondas púrpuras;
Nubilíneas, tuas constelações de sonhares.

"I'll bleed you dry"

Os contornos desses versos em nuvens,
O sangue antrópico de desertos e praias,
Essas areias que nos prendem e libertam.

"A storm bubbling up from the sea"

O meu oásis nesse fluxo frenético,
De viver em onírico improvável
Nas tuas mãos evanescentes.

"Ashes and ashes,
To the dust I drag it all
Into an hourglass,
Just to see it burn
Back in fire, once again"

segunda-feira, 7 de março de 2011

Silêncio e Nostalgia

À meia-noite fitei o sol a bailar em listras preto e branco na borda da cidade dos sonhos.

Paradoxo,
um daqueles filmes antigos em que movimento fala mais do que palavras, em que elas se escrevem sozinhas por detrás dos teus olhos. Fiquei estático a contemplar o cenário, as pessoas ao meu redor pulando, o mundo repleto de cores e a lua inusitadamente a engolfar meus pensamentos soturnos para muito além daqueles olhos oceânicos que Neruda um dia viera a me mostrar em seus versos-espelho.

Não sei exatamente contar esses quadros e reflexos que flutuam diante de mim em segundos abruptos e algo atemporais. Não consigo precisar os minutos que me pego a pensar em infinitas possibilidades ou a hora em que tudo se resume a um desejo mais que óbvio para além desses silêncios reticentes...

Sei apenas que guardei todos esses teus raios e sorrisos em eclipses oníricos bem aqui, dentro de mim.