Suspiro-espelhos
"Pois seus olhos não tem como
maior função enxergar
senão pra te guiar
ao reflexo dos meus"
Espelhos-silêncios
"Para vez ou outra
encontrar
nosso oásis
entre as marés
das areias
do tempo
dos desertos"
Silêncios-de-Beijos
"Eis que as regras
quebraram-se
outra vez,
ao serem escritas
na rebeldia
da nossa pele
de palavras
cruzadas
"
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
domingo, 12 de outubro de 2014
Beija-flô
A minha flô
Fala
Das minhas
Línguas
Em suas linguagens
De flô,
Como a primeira Eva
Dessas prosódias
Meio Caetanas
Que roçam
No céu
Da boca,
Prosear mais
Um poquim."
Fala
Das minhas
Línguas
Em suas linguagens
De flô,
Como a primeira Eva
Dessas prosódias
Meio Caetanas
Que roçam
No céu
Da boca,
A fala
Da minha língua
Avoa corada
Entre seus lábios
De flô.
"Pra mó de nósDa minha língua
Avoa corada
Entre seus lábios
De flô.
Prosear mais
Um poquim."
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Entre a noite e a cidade
Safadas,
As saudades
Que caem
Na gente
Feito gotas
De chuva;
Estáticas,
Se movendo,
Ao contrário.
Dessas
De parar
O tempo,
De virar
A ampulheta...
Dessas
De te trazer
- Ao fechar dos olhos -
Pra bem perto
De mim...
E deixar
Tudo mais leve
Nos silêncios...
Da nossa tempestade.
As saudades
Que caem
Na gente
Feito gotas
De chuva;
Estáticas,
Se movendo,
Ao contrário.
Dessas
De parar
O tempo,
De virar
A ampulheta...
Dessas
De te trazer
- Ao fechar dos olhos -
Pra bem perto
De mim...
E deixar
Tudo mais leve
Nos silêncios...
Da nossa tempestade.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Valquíria
Você...
Me confunde os sentidos.
Cavalguei no fim deste mundo
Entre o silêncio e o mar,
De janeiro a janeiro,
De minuto a minuto
Ao cruzar dos olhos
Para te encontrar.
Pintei um quadro do universo
Em você,
Ao te tocar
Com minhas palavras azuis.
Escrevi meus pecados
Com cheiro de canela,
Ao contornar
Os teus lábios.
Provei o gosto
Do fogo
Em tuas bocas
De sol e lua.
Provei do meu próprio sangue mordido
Entre teus beijos, teus abraços, teu afago,
Teu desejo de ser sol, aqui, comigo.
Encontrei
Em você,
Por entre tantas
As páginas,
Um instante, uma vontade
De navegar até esse mundo acabar...
Por entre o silêncio e o mar.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Das portas abertas
Todos os dias, meu bem, o tempo se derrama em nuvens como se fosse mar. Tua flor é tempestade, tua água escorre de todos os céus. Do alto do desse mundo , eu sou o presente que você me deu. No silêncio desses dias que murmuram cores de carnaval, no compasso das trilhas que caçamos pelo horizonte, na carne desse campo que você, de repente, abre no meu peito. Eu deixo entrar o sol. Escrevo teus passos na lua. Enceno o teu olhar ao assobio do vento. Encarno em mim todas as frases do litoral ao acordar desse mundo. Fico com o gosto praioso da valquíria ao beber de minhas fontes enquanto cavalgo a noite sob a benção de Kali.
Atravesso a aurora.
A pele trepida.
Sou Eos.
Atravesso a aurora.
A pele trepida.
Sou Eos.
domingo, 10 de novembro de 2013
Duas gatas
De repente, a história já não
cabe dentro de si. Oceano um dia me mostrou que a vida da gente passa de um
jeito diferente, que nosso mundo não pulsa por acaso. Oceano me disse uma vez,
com todas as letras, para manter meus sonhos perto de mim.
Oceano tinha sete vidas, mas parecia ter uma
eternidade ao lado de Chitara. Era inquieta como o fim do mundo em toda a sua
sabedoria e charme apocalípticos. Seus olhos e sua boca e seus pulos não
paravam um segundo, suas pegadas se estendiam até o teto. Oceano sempre esteve
ali, efusiva ou em calmaria, com os olhinhos brilhantes de quem sabe que as
dunas e areias de uma história não esperam por você.
Chitara, por outro lado, sempre esteve em dois
lugares. Seus olhos de gata me olhavam com a nostalgia dos viajantes, daqueles
cujo corpo só respira quando as malas estão prontas e a estrada se chama
liberdade. Sua voz tinha a mesma melodia dos locais que visitamos, em tempos
distintos, ou em tempos outros que ainda não escrevi...
Era um instante curioso aquele, em que ela me
fitava os olhos e as estrelas no meio da noite, e silenciava os lábios: “Tem
certos momentos em que as palavras não são necessárias...”. Era um instante, tornou-se epiderme. Que a
minha pele, desde então, pulsa e silencia sempre que encontro a tua voz, e a
minha poesia se escreve em você a cada vez que te ouço hablar em mis sueños...
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Silenciosamente
Me tocas em poesia
Com a tua boca,
Me faz bailar
Pelas tuas alamedas,
Ao nosso ritmo
Me faz alvorecer
Entre todas as flores
De teu corpo.
"São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar,
Enquanto a noite
Vem nos envolver..."
Fecha os olhos,
Me tornas
Teu tempo
Um instante,
Me entrelaça
Em teus cabelos
De índia,
Em tua sinfonia
De silêncio e luz.
Chamas com teu riso
De guria, me incendeias
Com tua voz de mulher,
Me abraças em teu sol
Amorenado.
"Que a vida é mesmo assim,
Tem certas coisas
Que eu não sei dizer",
Tem certas palavras
Que eu não sei prever,
Tem certos bosques
Que farfalham
Esses textos
De nós dois
Enquanto tu
Amanheces em mim
E caminhas
Pelos jardins
De meus sonhos.
"Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho"
Com a tua boca,
Me faz bailar
Pelas tuas alamedas,
Ao nosso ritmo
Me faz alvorecer
Entre todas as flores
De teu corpo.
"São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar,
Enquanto a noite
Vem nos envolver..."
Fecha os olhos,
Me tornas
Teu tempo
Um instante,
Me entrelaça
Em teus cabelos
De índia,
Em tua sinfonia
De silêncio e luz.
Chamas com teu riso
De guria, me incendeias
Com tua voz de mulher,
Me abraças em teu sol
Amorenado.
"Que a vida é mesmo assim,
Tem certas coisas
Que eu não sei dizer",
Tem certas palavras
Que eu não sei prever,
Tem certos bosques
Que farfalham
Esses textos
De nós dois
Enquanto tu
Amanheces em mim
E caminhas
Pelos jardins
De meus sonhos.
"Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho"
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