segunda-feira, 4 de abril de 2011

Astray, Phoenix.

"Sweet"

Surpreende,
Mesmo em silêncio,
Em perspectivas, eternidade.

"Spooky town"

Os passos correm por entre árvores de pedra,
A tinta a jorrar febril dos ramos crônicos,
Fractalmente esculpidos por Cronos.

"Snow is crackling cold"

Os flocos fatalmente a definir
A geometria das tuas idéias,
O bailar de possibilidades.

"With the moon I run
Far from the Carnage of the firey Sun"

O navegar por entre ares e palavras,
Earëndil, marinheiro de inexatas ondas púrpuras;
Nubilíneas, tuas constelações de sonhares.

"I'll bleed you dry"

Os contornos desses versos em nuvens,
O sangue antrópico de desertos e praias,
Essas areias que nos prendem e libertam.

"A storm bubbling up from the sea"

O meu oásis nesse fluxo frenético,
De viver em onírico improvável
Nas tuas mãos evanescentes.

"Ashes and ashes,
To the dust I drag it all
Into an hourglass,
Just to see it burn
Back in fire, once again"

segunda-feira, 7 de março de 2011

Silêncio e Nostalgia

À meia-noite fitei o sol a bailar em listras preto e branco na borda da cidade dos sonhos.

Paradoxo,
um daqueles filmes antigos em que movimento fala mais do que palavras, em que elas se escrevem sozinhas por detrás dos teus olhos. Fiquei estático a contemplar o cenário, as pessoas ao meu redor pulando, o mundo repleto de cores e a lua inusitadamente a engolfar meus pensamentos soturnos para muito além daqueles olhos oceânicos que Neruda um dia viera a me mostrar em seus versos-espelho.

Não sei exatamente contar esses quadros e reflexos que flutuam diante de mim em segundos abruptos e algo atemporais. Não consigo precisar os minutos que me pego a pensar em infinitas possibilidades ou a hora em que tudo se resume a um desejo mais que óbvio para além desses silêncios reticentes...

Sei apenas que guardei todos esses teus raios e sorrisos em eclipses oníricos bem aqui, dentro de mim.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Faia

"A faia é a melhor árvore para inscrever mensagens: coração que nela se grave não se apaga, antes se expande sem distorções e dura uma vida inteira"

Faias e aqueles tipos de idéia que a gente sempre sonha em reescrever.

"
Por mais que as palavras mudem, sabes que te gosto..."

"Porque talvez só ao teu lado e nos teus olhos eu possa brincar de um dia acreditar no amor."

"Porque tu faz mais falta do que imaginas, e saudades sempre se concretizam em ações ou palavras"

"Porque eu já te vi e seres mágicos a gente nunca esquece"

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Saudade...

Que mergulha em palavras como quem se afoga em nuvem-carbono-oxigênio. Descoordenada, sistêmica, evaporante a sentença autofágica. Devora idéias como quem desliza entre histórias, colhendo passagens, o asfalto-silêncio das mesmas.

Fumaça, fuligem, a flor das memórias em chamas desbotadas, transe; some, desaparece, entretece presença inesperada. Corre por Atlântida de ponta cabeça, atlante espera - ampulheta a cair em reflexo de estrelas oceânicas, salgando celestes os teus livros ainda-não-lidos.

Silenciosa saudade, nua em partitura a se compor, fragmentada logo ali ao teu lado, a ensaiar palavras em prelúdios, não ditos. Os ecos dessa mesma saudade universal que transborda tua boca em citações, com essas tuas idéias tão lidas, tão suas, tão veementes que engolfam cor e alma em tua face, leitora.

Silente saudade, que em mim se torna melodia e curiosidade. Nem sei bem quais são essas cores azuis da saudade. Mas sei que elas, aqui, te eternizam.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Agora

Eu me apaixono por você
Toda vez que lhe vejo.
E esta talvez seja
Uma das mais eternas
E melhores sensações da minha vida...

Porque ela só existe no tempo
De um sorriso teu.

Vou sentir saudades,
Sempre.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Perspectiva

Ela é um jogo de mistérios,
Entre espelhos e vendas,
Ora em foco, ora escondida.
Feérica.

Desaparece num passe,
surge inesperada no outro.
Transita em ritmos diversos,
e por vezes me pergunta:
em que frequência
tu te encontras?

Ela é magnética,
com seu jeito de música,
sua voz em compasso, seus olhos
a refletir melodias.

Ela te conquista
sem nem perceber,
E ao mesmo tempo
se pergunta:
Por que não tornar
estas notas-tão-só-acordes?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

There's a lot inside of u, a lot inside of me

"Elétricas as borboletas,
Partem, partem,
Pele, pulso e ampulhetas."

Certas vezes nem todo o amor do mundo cabe nas palavras quase mudas de se dizer adeus com os olhos marejados... Certas vezes as palavras não ditas, como as cartas nunca escritas, como os versos que só se criam na mente do poeta... Certas vezes as fotos, as fotos, as músicas e tudo que me faz lembrar de você, presente e despedida em silêncios, quase que tão eternamente guardados a esperar por um de teus olhares...

O me afogar de outros universos nunca é o não pensar em você, porque só você é capaz de transformar sentimentos há tanto arraigados em silente expectativa de que... de que talvez, e tão somente talvez... em outro tempo, em outra vida, num mundo à parte; talvez...

"And all the world is made of energy, and all the world is possibility"