sábado, 12 de fevereiro de 2011

Perspectiva

Ela é um jogo de mistérios,
Entre espelhos e vendas,
Ora em foco, ora escondida.
Feérica.

Desaparece num passe,
surge inesperada no outro.
Transita em ritmos diversos,
e por vezes me pergunta:
em que frequência
tu te encontras?

Ela é magnética,
com seu jeito de música,
sua voz em compasso, seus olhos
a refletir melodias.

Ela te conquista
sem nem perceber,
E ao mesmo tempo
se pergunta:
Por que não tornar
estas notas-tão-só-acordes?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

There's a lot inside of u, a lot inside of me

"Elétricas as borboletas,
Partem, partem,
Pele, pulso e ampulhetas."

Certas vezes nem todo o amor do mundo cabe nas palavras quase mudas de se dizer adeus com os olhos marejados... Certas vezes as palavras não ditas, como as cartas nunca escritas, como os versos que só se criam na mente do poeta... Certas vezes as fotos, as fotos, as músicas e tudo que me faz lembrar de você, presente e despedida em silêncios, quase que tão eternamente guardados a esperar por um de teus olhares...

O me afogar de outros universos nunca é o não pensar em você, porque só você é capaz de transformar sentimentos há tanto arraigados em silente expectativa de que... de que talvez, e tão somente talvez... em outro tempo, em outra vida, num mundo à parte; talvez...

"And all the world is made of energy, and all the world is possibility"

domingo, 6 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

You

Tu és brisa em hidrogênio
que energiza minhas sinapses
enquanto nas areias eu espero,
dormentes as engrenagens...

Tu és alma e epiderme,
flash estival carmesim
em que se aquietam as tempestades,
cujos negros olhos são os ecos
de um silêncio abissal abaixo dos poros,
cruzando os ângulos de minha solidez
a retornar em teus pêlos hirtos.

Porque sou apostas e vadiagem,
a refletir a imediatez surda
desses sussurros que se retardam,
enquanto outros explodem
em um milhão de elétricos segundos
além de profecias, suspiro e deicídio.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Fjäril















"Às vezes parece que o mundo desaparece dos meus pés só de ouvir a tua voz..."

Porque se eu tivesse asas como as tuas,
te encontraria em qualquer lugar do mundo
por entre ocasos e madrugadas.

Porque em algum momento,
beira da praia entre estáticas areias,
esses teus olhos oceânicos
que velejaram o mundo inteiro
estão a repousar sob os meus.

Porque me ensinastes a voar
e a ser livre como el aire marítimo,
que trespassa pensamentos
e inebria nossos sentidos
em frações de segundos.

Porque és como el fuego
em teus instantes, tempo e desatino,
inesperado e crepitante o destino
que te fez cruzar o meu caminho.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

El Fuego y la Fotografia




















"As pessoas são livros já escritos; a gente apenas entra na vida delas e desescreve algumas linhas"


Racionalizamos certas coisas em excesso, mesmo sabendo que isso limita os sentidos. Construímos nossos próprios mecanismos de fuga e auto-controle, de tensão, intenção, ironia e disfarce. Acordamos no meio da madrugada a ver o sol nascer e escrever como se todas as palavras fossem partes de si sendo arrancadas, pouco a pouco, como em necessidade canibalística de autoconsumo, efervescência... Fragmentos de conversas, de leituras, de fotos e olhares, palavras e oxigênio em entrelinhas. Caminhamos pelas alamedas da noite em ébria expectativa, a não nos preocupar com destinos e fados - ou mesmo com a involuntariedade dos mesmos - a sermos assim, cativados em momentos e leituras dos mais improváveis e esperados: os teus. Seguramos as mãos de alguém em promessas não verbalizadas, confusas, desajeitadas, sem pressa e desconfiadas, firmes, quentes e urgentes como os mais intensos incêndios, e por isso mesmo inesquecíveis.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Transitar

Entre vermelhos, fogo,
Fjäril, presença,
inconstância, madrugadas,
Morfeus.

Como que movendo-se, por entre folhas,
risadas, fogos-fátuos,
Cuentos de Hadas.

Como que mais uma vez,
em tantos anos,
a fechar os olhos...